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Providencia Water Club

Insisting on happiness: A story of community, water, and connection.

      When we talk about the Right to Housing, we’re not just talking about having a roof over our heads. It’s about having a safe home, free from the threat of eviction, with basic infrastructure (electricity, running water, sanitation), schools, healthcare, sports facilities, and spaces for leisure... We are still far from achieving all these basic necessities, but we always find a way.

      I named this series "Providência Water Club," and it’s about how we find ways to subvert the oppression we face just to insist on being happy.

      Every favela is unique—there’s no way to generalize. Each community has its own habits and lifestyle, and shooting in Morro da Providência was always a unique experience. One day you’d meet long-time residents or community leaders to talk about the hill’s past, present, and future; another day, a million kids would surround you wanting to play, sing, talk, and try out your camera; and on other days, absolutely nothing would happen, as if it were a ghost favela.

      Well, that was exactly the vibe when Rubia Pella, Alessandro Falco, Valda Nogueira, and I decided to walk through the favela’s stairways and alleys. We stopped at a bar for a drink to strike up a conversation, but nothing was happening—everything was empty, everyone kept to themselves, and only the summer heat kept us company.

      That was until we turned a corner into an alley and bumped right into the scene: two pools, music, beer, food, hoses spraying water, and a crowd of people wildly happy. They spotted us, and the crowd started shouting and rushing in our direction, as if we were the missing guests of honor arriving at the party. My reaction was the most obvious and instinctive one: I took off my backpack and shoes and surrendered to the crowd, who made a point of picking each of us up in their arms and throwing us into the pool! That was it—the best way to connect with others, through celebration, joy, and fun. It’s a beautiful thing when we are connected.

      We spent a refreshing afternoon at Morro da Providência alongside wonderful people, descending the hill with washed bodies and souls, packed with great photos and unforgettable memories of that day.

In the last photo, I pay tribute to Valda, always present in the present moment, always connected to everything around her. Thank you for the inspiration and energy, Valda. Thank you for everything!

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. Sobre o Direito à Moradia, não estamos falando apenas de ter um teto sobre nossas cabeças, mas ter um lar seguro, livre do risco de remoções, com infraestrutura básica (luz, água, esgoto), escola, hospital, área de esporte e lazer... ainda estamos distantes de tudo isso que é básico, mas sempre damos nosso jeito. Apelidei essa série de "Providência Water Club", e é sobre como damos um jeito de subverter a opressão que sofremos pra insistir em sermos felizes. Cada favela é de um jeito, não tem como generalizar, cada comunidade tem seus hábitos e estilos de vida, e fotografar no Morro da Providência sempre foi muito curioso, as vezes você encontra moradores antigos ou lideranças comunitárias para conversar sobre passado/presente/futuro do morro, as vezes encontra um milhão de crianças querendo brincar, cantar, falar, fotografar com sua câmera... e as vezes não encontra absolutamente nada, como se fosse uma favela fantasma. Bom, era exatamente esse o clima quando eu, Rúbia Pella , Alessandro Falco e Valda Nogueira decidimos andar pelas escadarias e becos da favela, paramos num bar pra beber e puxar assunto, mas nada acontecia, tudo vazio, todas as casas e pessoas fechadas, apenas o calor do verão nos fazia companhia. Foi quando dobramos num beco e demos de cara com a cena: duas piscinas, música alta, cerveja, comida, mangueiras jorrando água e uma galera alucinadamente feliz. Fomos avistados e a multidão veio aos gritos em nossa direção, como se fôssemos os convidados que faltavam chegar na festa. Minha reação foi a mais óbvia e instintiva: tirei a mochila, o tênis e me entreguei ao grupo de pessoas que fez questão de carregar cada um de nós nos braços e jogar na piscina! Pronto, a melhor forma de se conectar ao outra, através da festa, da alegria, da diversão. É lindo quando estamos conectados. Passamos uma refrescante tarde no Morro da Providência ao lado de pessoas maravilhosas, descemos o morro de alma e corpo lavados, cheios de ótimas fotos e memórias desse dia tão marcante. Deixo a última foto em homenagem à Valda, nossa amiga sempre presente no momento presente, sempre conectada ao todo. Obrigado pela inspiração e energia, Valda. Obrigado por tudo!

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